quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dieta hiperproteica para praticantes de musculação é benéfica ?

Proteínas são macromoléculas orgânicas constituídas por unidades menores conhecidas como peptídeos que são ligados entre si por ligações conhecidas como peptídicas entre dois monômeros que recebem o nome de aminoácidos Essas ligações, normalmente entre o radical amino de um aminoácido e o grupo carboxilo de um segundo, sendo uma ligação forte e estável.  
 
 Para uma boa distribuição protéica durante o dia, as pesquisas mais recentes mostram que, em torno de 1,7g/kg de proteínas já são suficientes. Porém, isso pode variar pelos fatores já citados e, os ajustes devem ser feitos pouco a pouco de acordo com os ganhos e o progresso. Então, como primeiro passo, vamos utilizar o exemplo dos 1,7g/kg de proteína para um indivíduo de 70kg, totalizando um consumo diário de 140g protéicos de alto valor biológico. Esse valor, para uma divisão de 6 refeições diárias  equivale a aproximadamente 23g de proteínas por refeição, o que daria em média um bife médio de 120g, uma boa porção. Mas, isso seria muito simples se estivéssemos falando de uma divisão igual durante todo o dia. 
Estrutura de uma proteína cadeia de aminoacidos  

 Acontece que, em alguns momentos, sabe-se que há um maior aproveitamento na ingestão de proteínas, fazendo com que seja conveniente um consumo um pouco maior. Um belo exemplo é imediatamente após o treino, onde com uma ingestão apropriada de proteínas de alto valor biológico, conseguimos aumentar a síntese protéica em até 160%, favorecendo largamente a recuperação muscular. 


O praticante de musculação precisa de mais proteína que um sedentário. Porem, ela apresenta um ponto ótimo de consumo. Além dele, passa a ser prejudicial.
As atividades que mais exigem proteína, no entanto, são os exercícios prolongados e moderados, por causa do aumento do gasto de energia. Nessas atividades, a proteína é oxidada ou ”queimada” em grande quantidade, na medida em que nossas reservas de carboidrato (glicogênio muscular e hepático) são degradadas. Ou seja, durante uma corrida longa, parte da proteína de nossas células é quebrada e seus constituintes, os aminoácidos, são transformados em energia no lugar da glicose. 


O período pré-treino. A ingestão de quantidades muito altas de proteínas pode não ser a melhor escolha, visto a lenta digestão que elas possuem, desviando o fluxo sanguíneo para o aparelho gástrico ao invés dos músculos ou causando desconfortos gastrointestinais, por exemplo. Além disso, é interessante que haja uma quantidade de aminoácidos circulantes na corrente sanguínea durante o treinamento, para que esses sejam disponibilizados a inúmeros tecidos, como o muscular.
Porém a ingestão demasiada de proteína ou uma dieta hiperprotéica aumenta a concentração de cortisol, hormônio que promove proteólise degradação de proteína, com isso ocorrem catabolismo e perda de massa magra.


 O metabolismo protéico está envolvido com a produção de alguns compostos tóxicos que são prejudiciais ao corpo, os radicais livres e a amônia, que necessitam ser eliminados quanto maior for sua concentração de ambos, maior terá de ser sua eliminação e, maior será o trabalho de determinados órgãos que fazem grande parte do processo metabólico e do processo de excreção, como o fígado (metabólico) e os rins (metabólico e excreção), podendo de alguma forma sugerir alguma sobrecarga. 



                                         

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